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Chacras e os Três Granthis

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Falar de chacras é algo que pode ser feito de várias maneiras com em tudo na vida. Os nossos centros energéticos são chaves para entendermos a nossa personalidade e trabalharmos o nosso eu em direcção a uma versão melhorada de nós.

No nosso processo evolutivo, deparamo-nos com três grandes estádios de desenvolvimento dinâmico. E quando se usa o adjectivo dinâmico quer-se dizer que todos os processos abaixo descritos acontecem em simultâneo com enfase em uma determinada área, ou seja, não é um processo estanque de evolução como se possa pensar à primeira vista.

Falemos então dos Granthis ou Grandes Portões da Consciência. Um Granthi é um nó psíquico que dificulta a subida da energia. São três estados limitados de consciência que devem ser ultrapassados. Exigem que o Ser se desenvolva e só ultrapassando todos os Granthis é que a kundalini pode ascender. Localizam-se no 1º Chacra (Muladhara), no 4º Chacra (Anahata) e no 6º Chacra (Ajna). São eles:

Os 3 Granthis

Brahma Granthi

Localiza-se em Muladhara (1º Chacra) e representa o primeiro obstáculo ao crescimento individual, chamado Ser (Jiva, em sânscrito). É o apego ao nosso corpo físico, à matéria, ao desejo e à posse. É a ignorância. Neste nível o ser identifica-se com a matéria. Brahma é o criador deste mundo dos nomes e das formas que nos iludem. Por isso, este Granthi se chama Brahma.

Vishnu Granthi

Localiza-se em Anahata (4º Chacra) e representa o segundo obstáculo no caminho da Kundalini. É o nó do apego aos laços afectivos e emocionais. Ele produz Karuna, a compaixão, o desejo de ajudar a humanidade sofredora. Para dissolver este nó é necessária uma forte e aguda discriminação, grande conhecimento e imensa fé.

Rudra (ou Siva) Granthi

Localiza-se em Ajnaa (6º Chacra), é o último obstáculo antes de se atingir a plena realização de Sahasrara, morada do imutável. A partir deste momento o Ser já é um verdadeiro praticante, pois transcendeu o mundo do nomes e das formas, assim como o reino ilusório dos apegos emocionais. Adquiriu, até, certos poderes psíquicos (Siddhis). Aqui reside o perigo de se fascinar com os seus poderes e tentar os milagres em nome próprio. É o obstáculo mais difícil de ultrapassar, pois o ego tende a dominar o individuo novamente.

 

Descubra mais sobre os Chacras e sobre a sua personalidade no Workshop: Chacras – As Chaves Escondidas da Personalidade (Porto, 11 Abril)

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Grounding ou Enraizamento

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As árvores fortes são aquelas que têm boas raízes.

Ter uma boa base (expressão do senso comum) significa que você está ligado à terra: você tem os "pés no chão", está centrado interiormente e está bem "enraizado" (conectado com o Chakra Raiz – 1º Chakra).

É bom fazer este exercício quando quiser estar ligado e absorver mais energia da Terra.

Sempre que vive demasiado na "cabeça" "a pensar demais, em vez de viver o momento presente", você tem pensamentos, medos e preocupações em excesso, falta-lhe o contacto consigo mesmo e a conexão com a Mãe Terra.

É bom também fazer este exercido antes dos tratamentos com Reiki para fortalecer a sua presença e o seu enraizamento (Grounding).

Exercício: Recarregar os Chakras com a energia da Terra.

  1. Fique de pé ou sentado, com o corpo relaxado, os pés colocados à largura dos ombros e os olhos fechados.
  2. Inspire lenta e profundamente; ao expirar, solte e relaxe os ombros. Repita a sequência três a cinco vezes, sempre libertando as tensões do corpo a cada expiração.
  3. Agora concentre-se nos pés, Imagine que absorve energia da Terra através deles. Ao inspirar, absorva a energia da Terra pelo pé esquerdo. Você também pode imaginar-se atraindo a energia do centro da terra. Essa energia sobe pela sua perna esquerda e flui para o Chakra Raiz (1º Chakra – localiza-se na parte inferior da pélvis e se abre para baixo na direcção da Terra).
  4. Ao expirar imagine a energia da Terra descendo por sua perna direita, passando pelo pé direito e penetrando na terra. Imagine a energia voltando ao centro da Terra. Depois de um período de 5 a 10 minutos, termine o exercício ou prossiga para o ponto número 5.
  5. Se decidir continuar (eu sei que o vai fazer), ao inspirar absorva a energia da Terra pelo pé esquerdo, fazendo-o subir pela perna esquerda. Faça-a circular pelo Chakra do Sacro (2º Chakra) e em seguida fluir de volta à Terra, descendo pela perna direita e saindo pelo pé direito, enquanto você expira. Trate desse modo os sete chakras, da raiz à coroa. Deixa energia da terra fluir através de cada chakra durante cerca de dois minutos

Obs.

*Conte o número de respirações lentas e profundas que faz num minuto para mentalmente contar o tempo em cada um dos chakras.

**Para Potenciar este exercício, visualize a energia a acumular-se sob a forma de uma bola da cor no local do chakra que estiver a trabalhar. Utilize a seguinte tabela para referência:

Chakra

Local

Cor

Raiz

Vermelho

Sacro

Laranja

Plexo Solar

Amarelo

Coração

Verde ou Rosa

Garganta

Azul Claro

Terceiro Olho

Azul Índigo

Coroa

Violeta e Branco


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O Corpo Energético e os Modelos Culturais – Parte 1

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image Quando se faz Reiki, Shiatsu, Acupunctura, massagem Ayurvédica ou outra terapia similar, estamos a trabalhar com diferentes modelos de interpretação da energia corporal. Cada um destes modelos tem uma diferente origem e fornece perspectivas distintas sobre o corpo humano e sua dimensão energética. Cada modelo teve a sua própria evolução,  tal como as diferentes culturas criaram línguas e alfabetos independentes. Essa evolução deu-se especialmente naqueles períodos em que a comunicação geográfica era mínima.

Estes modelos de energia corporal são independentes, mas sobrepõem-se de algum modo nos seus limites. Acontece o mesmo com a linguagem: conceitos que podemos exprimir numa língua não podemos exprimir noutra e cada língua tem uma maneira de ver o mundo e de estar nele. Por exemplo, experimente dizer o conceito Saudade em inglês… fica difícil, não é verdade? Contudo, a língua expressa as mesmas experiências humanas básicas.

Os diferentes modelos de energia corporal são o resultado da sabedoria e dos conhecimentos acumulados em todas as culturas; os génios de todas as gerações deram a sua contribuição até se ter completado a elaboração da anatomia e da fisiologia desse modelo.

Os três modelos de energia corporal desenvolveram-se em três distintas áreas geográficas a que chamamos Oriente, Índia Oriental e Ocidente. Ficaram conhecidos e identificados pelos seguintes nomes, respectivamente:

  • Sistema de Meridianos
  • Sistema de Chakras
  • Campo Áurico

Cada deles consiste num conjunto de conhecimentos e incorpora os seus próprios paradigmas e parâmetros. Tem também cada um as suas próprias e independentes anatomia e fisiologia. São sistemas diferentes.

Obviamente que existe uma correspondência e uma correlação entre estes três sistemas, mas a sua exacta e peculiar correspondência está ainda por examinar e compreender. Há várias opiniões sobre a função e a natureza precisa de cada modelo, mas não estão de acordo, é o que acontece quando o conhecimento fica em segredo durante milhares de anos.

De qualquer modo, estes três modelos constituem a estrutura base, o esqueleto em que a energia corporal funciona, e são, também, o fundamento de vários submodelos e técnicas que se desenvolveram ao longo dos séculos, como forma de cura ou de actuar sobre a energia.

(Continua…)

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